Oh Rapariga Desilusão

Ninguém que te estenda a mão!

Todos os teus esforços foram em vão

Para qualquer coisa que pudesses ter sido.

E então, sem te aperceberes tens apodrecido

Tens-te escondido, tens fugido do teu cruel destino

Tão monstruoso e tão repentino, Que não tens tempo para entender.

Não tens sequer tempo para ser

E no entanto só te queres esquecer

De que a vida é bem pior do que nos contos de fadas que te costumavam ler.

E, na tua miserável inocência, Acreditavas.

Agora, repleta da própria demência Conheces a verdade.

Sabes que não há princesas

Muito menos tu.

Há, de facto, pessoas presas a qualquer coisa,

Mas não há cavaleiro que venha em sua salvação

Nem nunca ninguém virá.

Salvas-te a ti E é já bastante.

És a tua mesma amante

Sem sequer te amares

E há coisas em que desiste Sem sequer tentares.

Oh Rapariga Desilusão

Porque foi que destruíste o teu próprio coração?

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