sábado, 20 de setembro de 2008 by Daisy

Oh Rapariga Desilusão
Ninguém que te estenda a mão!
Todos os teus esforços foram em vão
Para qualquer coisa que pudesses ter sido.
E então, sem te aperceberes tens apodrecido
Tens-te escondido, tens fugido do teu cruel destino
Tão monstruoso e tão repentino, Que não tens tempo para entender.
Não tens sequer tempo para ser
E no entanto só te queres esquecer
De que a vida é bem pior do que nos contos de fadas que te costumavam ler.
E, na tua miserável inocência, Acreditavas.
Agora, repleta da própria demência Conheces a verdade.
Sabes que não há princesas
Muito menos tu.
Há, de facto, pessoas presas a qualquer coisa,
Mas não há cavaleiro que venha em sua salvação
Nem nunca ninguém virá.
Salvas-te a ti E é já bastante.
És a tua mesma amante
Sem sequer te amares
E há coisas em que desiste Sem sequer tentares.
Oh Rapariga Desilusão
Porque foi que destruíste o teu próprio coração?
